terça-feira, 20 de agosto de 2013
Quem Matou a Poesia?
Ora, quem matou a poesia?...
Pense bem, quem foi que colocou
nela palavrões em nome da expressão?
Tirou sua música, estrutura e simetria?
Quem foi que pisou em sua beleza
no afã de protestos e em meio às crises,
e que, em nome dos direitos humanos,
roubou-lhe o direito à imaginação
e ao baile de simbologia da alma,
pelo concretismo poético? Quem foi?
Fomos nós que matamos a poesia!
Como a mãe mata o filho que gerou
e o amante que asfixia sem perdão
aquele ser que um dia ele tanto amou.
Não concordas?... Então me diz onde estão
os grandes poetas da atualidade? Quem são?
Vivemos num deserto sem grandes vozes
porque qualquer político e ou empresário
virou imortal, e os poetas de verdade morrem
com cadernos e cadernos de versos inéditos
com músicas que não conheceremos, jamais!
Somos todos, de algum modo, os amantes-
vampiros da poesia que nós amamos, e tanto
que a sugamos até dos ossos o tutano
com medo de parecermos piegas medievais!...
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