sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

* Sadhu






















Só, ele cruzou o pátio
e as folhas das árvores do templo
pareciam desviar-se 
para não atrapalhar o momento...


Seu olhar sem altivez ou cansaço,
sem prazer ou dor,
cobiça ou indiferença


atravessava o silêncio
com sonora clareza...


Quem era? De onde vinha?
Para onde ia? E por quê?...


E minhas perguntas seguiram-no
como os fiapos soltos de sua toga...

* Homem santo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sonoridade




















A chuva caiu com seus versos
por sobre os telhados,
gotejou nos canteiros

Escorreu por entre as canaletas 
dos meus dedos até
o açude do poema no papel.

Eu colhi sua música,
capturei o seu cheiro
e estendi em palavras
sua sonora clareza...

Mas ela esvaiu-se
por entre as valas do silêncio
e da indiferença, de um mundo
que ficou cego para a beleza...

Destino

Vejo nas pessoas os arcanos que aguardam decifração,  elucidação, tradução e respectivo entendimento de si para si mesmo... E é just...