quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Ecos Antigos...


À Cintia Margarete C. Canes

A casa dormia.
Na sala coberta com um véu de prata
um rangido se ouvia com as vozes do passado:
"Vem maninho!... Vem pra casa!"
Gritava minha mãe da porta
de uma outra casa, que para sempre
será também a minha casa...

Jovem, muito jovem ela se foi.
Quando partiu tinha trinta e dois,
e se (quando) um dia nos encontrarmos
eu serei o mais velho de nós dois...

Ah, sei lá... Acho que já vou dormir!
Essas enchentes da saudade
sempre me afogam na madrugada!...

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