quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Lonjuras da Memória...


À minha vó Maria... In Memoriam 

Havia sempre livros na mesa,
mas quando eu chegava ela estava
com a tevê sempre ligada, mas nunca
na frente dela, nunca a ela presa...

Conversava com a vizinha dos fundos,
olhava, às vezes, absorta o parreiral...

À noite mergulhava nos livros...
Foi com ela que aprendi a voar 
com o invisível!

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