terça-feira, 7 de junho de 2011

Saga



















A música longínqua da noite
fez balançar as pétalas do corpo,
as franjas do sono
que pairavam sobre as pestanas...


Dormiam já os justos no regaço
do seu justo descanso
e os poetas teciam pensamentos e versos
e estrelas imaginárias na orla do tempo...


Vieram etéreas sereias, cavalos alados,
unicórnios, corujas e um coro de silêncios...
Uns seguiram dormindo, outros sonhando
uns vivendo, outros fugindo
e na saga da noite a vida
escreveu mais um capítulo...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O Tempo

De todas as perdas que eu tive, a saudade do meu pai ainda é a que me dói mais. Fomos pai e filho por muitos anos, mas nos descobrimos amigo...